Artur Gomes - Juras Secretas - não fosse esse punhal de prata ou se mesmo fosse e eu não dissesse


22/12/2006


césar castro - transpirações gráficas - vermmer além da alma

Escrito por fulinaima às 10h59
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Jura Secreta 35

 

meu amor anda estendida nos varais

pulando cercas de quintais

pelas encostas sudoestes

tem maranhão no meu nordeste

quando atravesso a w 3

em direção a asa norte

e minhas costas vão pro sul

 

o meu amor estende os braços

e me aperta contra os dentes

com teus trejeitos indecentes

como mulher de Carrefour

que mora na via do pecado

que fica lá do outro lado

da BR cento e um

 

artur gomes

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Escrito por fulinaima às 10h58
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20/12/2006


 

para uma menina com uma flor na boca

 

atravesso uma avenida cibernética

entre teu olho e a estética

a tua carne me interessa

tua boca intergalática

vazada escorre nas artérias

e tuas mãos como promessas

em minhas mãos quando valérias

ficaram nuas nas estrelas

quando caíram céus por terra

e tua coisa que me encerra

sementes folhas bagos frutos

em meu pensar absoluto

arco-íris sol de sete pontas

se quiser já fiz as contas

desse  tempo em  fina estampa

em nossa cara quando espelha

lavrado mel se fosse abelha

te beberia como e quando

foste menina em sendo amada

saudade em mim poço fecundo

brasília aqui todo segundo

dessa distância agora atravessada

 

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Escrito por fulinaima às 15h28
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19/12/2006


ateliê lourenço de bem - brasília-df

Escrito por fulinaima às 15h10
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Jura Secreta 34 
 
porque trancar as portas 
tentar proibir as entradas 
se já habito os teus cinco sentidos 
e as janelas estão escancaradas? 
 
um beija-flor risca no espaço 
algumas letras de um alfabeto grego 
signo de comunicação indecifrável 

eu tenho fome de terra 
e esse asfalto sob a sola dos meus pés 
agulha nos meus dedos 
 
quando piso na augusta 
o poema dá um tapa 
na cara da paulista 
flutuar na zona do perigo 
entre o real e o imaginário 
 
joão guimarães rosa 
caio prado martins fontes 
um bacanal de ruas tortas 

eu não sou flor que se cheire 
nem mofo de língua morta 
o correto deixei na cacomanga 
matagal onde nasci 
 
com os seus dentes de concreto 
são paulo é quem me devora 
e selvagem devolvo a dentada 
na carne da rua aurora 

 

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Escrito por fulinaima às 15h09
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