picabia

picabia

o que pensas tua língua
quando fala meu nome
ou come
a carne que os teus dentes
mastigam
quando não mato
tua fome
ou fico sem saber
se como o que sobrou
da tua boca
só restou
o que não sacia
mas consome
esta tua língua
sem dente e íngua
devora nossa mistura
de saliva pura e crua
que são ácidas e alucina
nos leva
e não eleva
e a gente nada releva
o que resta este descaso
se casamento
não é o caso
deste sexo frágil que segura
come o cuspe
sobra em usos e inda assegura
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